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terça-feira, 10 de março de 2026

Devaneios




Fluir com a vida.

Apenas se permitir seguir o fluxo, sem resistir.

Dar passos leves como a folha que baila no vento.

Apreciar as miudezas da vida, os detalhes que pelo olhar apressado, quase ninguém vê.

Apreciar os sons, cheiros, luz, sombra, celebrar a vida em sua plenitude.

Rir até a barriga doer

Chorar até esvaziar o peso da alma.

Cantar para celebrar.

Silenciar para descansar.

Agir para realizar

Parar para reorganizar

A vida em sua plenitude são ciclos, nada está estático, tudo se move e se transforma. 

Seguir o fluxo

Aceitar

Soltar

A vida em movimento, mesmo quando tudo parado parece estar.

Katia Tanaka



A vida as vezes pede pausas


As vezes a vida pede pausas. Pequenas pausas para respirar, soltar o peso dos ombros, se permitir, ao menos por um instante descansar.

Descansar o corpo, descansar a alma, descansar a mente, os sentimentos, as emoções.

Viver ao invés de sobreviver.

Retirar as máscaras e por um momento se permitir apenas ser. Ser o que se consegue, sem medo, sem cobranças, sem fugas, sem pressa.

As vezes a vida pede pausas e são nestas pausas que abastecemos nossa alma, nossos sentidos, conseguimos encontrar no meio do turbilhão de estímulos, um ponto de paz, onde podemos repousar.

As vezes a vida pede pausas. Pausas para reencontrar o sentido no cotidiano, graça nas pequenas coisas do dia a dia, para encontrar a paciência nas pequenas esperas, para aguçar a escuta e afinar o olhar.

As vezes a vida pede pausas. Pausas para saborear o nosso doce preferido, para tomar um café com calma, para preparar nossa comida preferida, ler, pintar, escutar nossa música preferida, olhar para o nada.

As vezes a vida pede pausas. Pausa simplesmente para parar, para nos sentir, não fazer nada, por um instante apenas existir.

Nesta correria que vivemos, pausas são necessárias, não dá para viver de maneira frenética o tempo todo, de maneira insana no piloto automático, sobrevivendo ao invés de realmente apreciar a vida.

São nestas pausas necessárias que conseguimos realinhar a vida, reorganizar nossas ideias, rever os passos e nos reabastecer.

Quando estamos acostumadas a viver de maneira frenética, no piloto automático, pausas não são naturais, são construídas, são incluídas na nossa rotina, no começo nos causam um certo desconforto, mas com o passar do tempo, começamos a perceber as pequenas mudanças e a qualidade de vida que ganhamos.

Que possamos sempre nos lembrar destas pausas tão necessárias que a vida nos pede, que possamos reconstruir dentro de nós que parar é um ato de coragem em um mundo, onde freneticamente somos convidados a de alguma forma produzir, o tempo tempo em todas as áreas de nossas vidas. 

A vida pede pausas.


Katia Tanaka