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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Recordações





Seu olhar
Quando cruzou o meu
Fez meu coração acelerar
Senti meu corpo inteiro tremer
Me apaixonei em nossa primeira troca de olhar.

Tentei fugir
Fingir que você não estava ali
Não consegui
Tentei te afastar
Tentei dispistar
Mas algo nos fez se aproximar

Reprimi meus sentimentos
Que explodiram
E me deixaram ao alento
Sufoquei todos os meus desejos
Quem sabe por medo
Um medo tão singular

Compartilhamos nossos anseios, desejos, medos e receios
Nas entrelinhas
Nada precisava ou consegui ser dito
Apenas sentido
E assim foi

Seguimos nossas vidas
Mudamos a rota
O caminho
Nos perdemos
E por ironia do destino quem sabe
Nos encontramos

O mesmo perder de folego
A mesma tremedeira
O mesmo desejo de ficar
E o mesmo impeto de partir
E assim foi

Contudo, passou o tempo
Mas aqui ainda arde o desejo
O sentimento
A vontade
O perder o folego de te recordar
Sorrindo
De tremer ao recordar
O som de sua voz
A emoção sentida ao recordar
O seu olhar.

Recordações somente
Mas que se o destino, mais uma vez
Me permitir te encontar
Desta vez não irei fugir
Irei ficar

(Kátia Tanaka)

sábado, 28 de agosto de 2010

Tic Tac o Vazio de minha alma




Sinto um vazio tão ímpar, tão profundo, como se caisse em um abismo.
A dor do que pode ser, do que será e angústia do é.
Como somos tão vulneráveis, hoje aqui estamos, amanhã quem sabe, sim ou não?!
A vida se torna tão profunda, os minutos tão intensos, tão rápidos, tão preciosos e porque não dizer também tão dolorosos.
O tic tac segue, a chegada, a partida, toda a história de uma vida.
É o descobrir diversas formas de amar, é ter que seguir em frente querendo ficar.
É o ir e grande parte de si ficar.
É a lagrima que rola, tão solitária.
É a esperança que brota, é o sonho que nasce
E o tic tac
Corre o tempo sem parar..
A alma chora, os olhos riem, o carinho surge, a dor ressurge e o vazio consome.
Na alma surge um buraco, um vazio, um nada, um estar só em meio a dor, por mais braços que te rodeiam, é querer o silencio, psiuuuuuuu, não digam nada, deixe-me com a solidão da minha dor, com a minha própria esperança, com meus medos, anseios e revoltas,... eu posso, eu quero, eu devo... sentir...
Torno-no mais humana, o que somos afinal?
E o tic tac, continua a correr.
Olho para trás, quanta vida já passou, quando sonhos que sonhei e alguns deles realizei, quantas lágrimas derramei, e quantas tristezas chamei de vazio... somente hoje eu sei o que é vazio, o nada, a dor.
Olho para trás e vejo como um filme, tudo que passei, as escolhas que eu fiz e as que deixei para trás, me pergunto será que acertei... sinceramente já não sei...
E o tic tac vai esvaziando minha vida e penso neste instante, quanta vida ainda me resta?
E a alegria de um sorriso, ou será apenas a máscara para enganar o mundo do quanto me sinto só, imersa no vazio.
Sinto medo e me faço de forte.
Sinto dor e fingo que não é nada.
Escondo minhas lágrima com um sorriso.
Minha alma se sufoca.
E o tic tac, vai passando....
Tantas perguntas rodam por minha cabeça, rodeiam minha alma, meus sentidos, mas quem as poderia responder se somente Deus pode nos conduzir pela vida?
Ando sem saber para onde ir, sem rumo, perdida em meio ao vazio,
Caminho para onde meus pés tem que ir, meio anestesiada, meio automática, mas afinal, para onde vou?
Meus pensamentos atordoados, minhas emoções descontroladas...
Como poderia me sentir?
E o tic tac vai me consumindo...
Quisera eu poder parar o tempo, apenas por um momento, para descansar minha alma que chora e sofre, para quem sabe encher este vazio, minar este medo, aliviar esta angustia...
Mas o tic tac vai passando.
O vazio continua aqui, minha alma chora, tenho que parecer forte, não posso desanimar, ou posso?
E tic tac,....
Vai passando....

(Kátia Tanaka)