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terça-feira, 14 de abril de 2020

Cheia do Todo, Vazia do Eu

E de repente você se sente sem ar.
Algo sufoca!
Você tenta ler e não consegue
Sente como se estivesse congestionada.
O corpo pesa, os ombros se sentem sobrecarregados.
Sente o excesso, de dor, fome, expectativas, frustrações, ideias congestionadas, conversas internas, vazio, medo, angústia.
E você tenta guardar tudo isso, como se tivesse uma "caixa de pandora" e tenta esconder no mais profundo de sua alma e repete baixinho "calma, tudo vai ficar bem"
E não fica.
E a caixa? Uma hora estoura, não é mais possível conter tudo ali guardado, até os "demônios" compreendem que é hora do seu eu ser renovado.
Abre os olhos, espreita a mudança o medo sussurra baixinho que é perigoso se aventurar por novos caminhos.
Mas a vida pede, clama, seu eu precisa respirar, já não é possível permanecer como está.
Com calma, passo a passo, entre medo, anseios, tropeços existe um anseio de recomeçar, não... recomeçar não... criar uma nova vida... Isso... resssignificar o olhar, o sentir, o vivenciar e experimentar a vida.
Surge uma luz, um lampejo de esperança.
O coração bate mais forte, parece que vai saltar pela boca, surge o medo e pensamos "E se eu não conseguir, me frustrar mais uma vez, não quero mais sentir está dor de tentar e não conseguir"
Mas a esperança hoje está mais forte, o tempo e as inúmeras tentativas já nos ensinaram o que não deu certo, já sabemos que a pressa é nossa maior inimiga, que expectativa não condiz com a realidade, que pequenos passos são mais importantes que a conquista, que paciência é nossa maior aliada.
Respiramos fundo, uma, duas, várias vezes. Sentimos uma leve tontura... sinal que estávamos respirando precariamente, aos poucos sentimos, ao menos um pouquinho nosso corpo relaxar, começamos a bocejar, sim, como que a descarregar essa tensão que nos acompanhou durante tanto tempo.
Aos poucos, bem devagar, nos sentimos mais calmos e a agitação vai cedendo pouco a pouco o seu lugar.
E assim vamos seguindo dentro de um processo que se inicia e isso por hora basta, vivenciar cada momento, cada etapa, hoje, agora, criando a consciência que cada momento é a linha de chegada, pois cada momento é avanço, superação e Vitória.

E passo a passo ir conseguindo se esvaziar do todo para se preencher do eu.

Kátia Tanaka

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Quando a vida pede maturidade para aceitar escolhas



Tem momentos na vida que precisamos olhar a nossa volta, reconhecer que estamos onde nos colocamos e vivenciamos nossas escolhas, seja ela, qual for.
Somos a soma de todas as escolhas, não escolhas e renúncias. Podemos até responsabilizar o outro ou terceirizar mas por mais que tentamos fazer isso, puxa, realmente não dá, não se trata do outro mas sim de mim.
Podemos ser aquela criança birrenta que eaperneia, quando algo dá errado, mas em algum momento teremos que encarar a realidade, somos nós mesmos que temos que modificar o que não deu certo. Óbvio que com isso, nos deparamos com o inevitável e real "nem tudo é como gostaríamos que fosse", então, nos cabe parar de "espernear" e aceitar.
De tempos em tempos as paradas são necessárias para reavaliarmos a vida, nos darmos conta se estamos indo na direção certa e se estamos atentos a nossa vida ou vivendo no piloto automático. Podemos perceber que está tudo dentro do esperado, fazemos a nossa parte, tudo flui, nos sentimos tranquilos.
Podemos perceber que estamos avançando de maneira muita mais fluida do que esperávamos e isso nos causará imensa alegria e nós proporcionará um sentimento incrível de bem estar e felicidade.
Podemos perceber que estamos abaixo do que esperamos mas alguns ajustes e bom estaremos em breve novamente na rota certa.
Mas, com está parada também podemos nos dar conta que estamos completamente desajustados, seja por termos nos desviados completamente, por termos nos perdido de nós mesmos em alguma parte do caminho, seja por em algum momento termos entrado no piloto automático e deixado a vida nos levar...
Enfim, não importa qual é o momento que você se encontra, em todos eles, mas em especial naqueles que percebemos que "fugimos da rota" teremos que ter maturidade para lidar com nossas escolhas. Aceitar que nos permitimos, aceitamos, escolhemos, tomamos decisões dentro do que a cada momento éramos capaz e está tudo bem.
E que após nos darmos conta que mudanças são necessárias, precisamos compreender que, nem tudo poderá ser transformado bruscamente, cada situação deverá ser analisada e decisões serem tomadas, uma a uma.
E cada passo será mais importante que a velocidade da mudança.
O primeiro trabalho a ser feito é a aceitação do que é, isso ajudará a aliviar a ansiedade e a frustração, reconhecer nosso processo de aprendizagem, nos auxiliará e reconstruir nossa autoestima.
Então calma.
Aprecie este momento, respire, se reconecte com você, acolha-se e também as suas escolhas e deixe a vida novamente fluir de maneira mais atenta e em sintonia com nossos dons, talentos e nossa alma.

Kátia Tanaka